A água borbulhava suavemente…
Tanto como a pele que se cola devagar nas bolhas de suor que te saem dos poros…
Era a pura energia do amor que emergia, com um suave cheiro floral, que lhe trazia pequenos rasgos de alegria ao coração.
Confundia-lhe assim o cheiro que, de doce, trazia a nostalgia…colada como areia húmida. Sabes? Daquela que entra em todo o lado…
Consigo imaginar, talvez escondido por traz de um sorriso tímido e um olhar penetrante…
Capaz de fazer sentir humidade a este amor que em seguida sentirás…
Na ponta dos dedos que estalam como as ancas ao primeiro sinal de pecado, e corre a tinta como saliva; pois a noite é do diabo e o dia tornar a andar devagar…
O primeiro raio de sol crava toda a sua força nas caras sonolentas, ainda com o leve aroma do amor preso a cada átomo que se liberta destes corpos…juntos devido à saudade que sentiam deste desejo…
No lençol gelado corre um odor familiar que lhe invade a pupila que desiste de abrir…desejo é desejo, amor é amor, e quando o carinho é real a verdade pouco interessa e o mundo pára, para nos rirmos sem culpa.
Afinal…
É tão natural como a sua sede!
Samuel Silva